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Janeiro Roxo: Governo de Minas amplia combate à hanseníase com testes moleculares inéditos na rede pública
Por Administrador
Publicado em 06/01/2026 14:22
Saúde Pública
SMS Minas Gerais

 

Como parte das ações do Janeiro Roxo, o Governo de Minas iniciou a oferta inédita de testes moleculares para hanseníase na rede pública estadual de saúde. Os exames são realizados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), e passam a reforçar o diagnóstico precoce, o acompanhamento do tratamento e a vigilância da doença em todo o estado.

A iniciativa amplia o suporte laboratorial ao diagnóstico clínico, especialmente no acompanhamento de contatos de casos confirmados e na definição mais precisa da conduta terapêutica. Para o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o diagnóstico precoce é decisivo para interromper a transmissão e evitar sequelas. “A hanseníase é uma doença histórica, muitas vezes esquecida, mas que continua presente. Em Minas, são mais de mil casos notificados todos os anos, e há pessoas que convivem com a doença sem saber. Prevenção e diagnóstico precoce fazem toda a diferença”, afirmou.

Segundo o secretário, o fortalecimento da rede de cuidados começa na Atenção Primária à Saúde. “Qualquer pessoa que perceba manchas na pele, alteração de sensibilidade ou tenha dúvidas deve procurar a unidade de saúde, que é o local de acolhimento, orientação e encaminhamento, quando necessário. O tratamento é gratuito e, iniciado precocemente, interrompe a transmissão”, reforçou.

Avanço inédito no diagnóstico

Com capacidade para realizar cerca de 500 exames ao longo de 2026, a Funed recebeu kits do Ministério da Saúde para a execução inicial de mais de 280 testes moleculares. A oferta é inédita na rede pública estadual e amplia o apoio ao diagnóstico clínico da hanseníase, sobretudo em situações que exigem maior precisão na definição do tratamento.

Os testes foram aprovados pela Conitec e implantados pelo Ministério da Saúde. Em Minas Gerais, a realização ocorre no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG), o que reduz o tempo de resposta — antes, as análises estavam concentradas em apenas três laboratórios de referência no país.

Para a chefe do Serviço de Doenças Bacterianas e Fúngicas da Funed, Carmem Dolores Faria, a incorporação dos exames fortalece a atuação do estado no enfrentamento da doença. “A hanseníase é uma doença complexa, com desafios no diagnóstico. Com esses novos exames, a Funed se consolida como referência estadual no apoio ao diagnóstico e no controle da doença”, destacou.

Vigilância permanente e cenário em Minas

Minas Gerais apresenta índices de detecção abaixo da média nacional, com 1.294 casos registrados em 2024 e 1.080 em 2025. Para avançar no controle da doença, a SES-MG mantém como prioridade o fortalecimento da Atenção Primária, a capacitação das equipes municipais e a ampliação da identificação precoce dos casos, respeitando a realidade de cada região.

“O Plano Estadual de Enfrentamento da Hanseníase orienta as ações em todo o estado, com foco na detecção precoce, na busca ativa de casos, no acompanhamento dos contatos e no monitoramento contínuo dos indicadores”, ressaltou Baccheretti.

Diagnóstico, tratamento e informação

O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico e dermatoneurológico, realizado nas unidades de saúde. O tratamento é gratuito, ofertado pelo Sistema Único de Saúde, e consiste na poliquimioterapia, com duração de seis a 12 meses, conforme a forma clínica da doença. Após a primeira dose, o paciente já não transmite a hanseníase.

O dermatologista e hansenologista Yargos Rodrigues Menezes explica que a doença afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. “Os sinais incluem manchas com alteração de sensibilidade, caroços, feridas que não cicatrizam e queimaduras que o paciente não sente. O tratamento começa no mesmo dia do diagnóstico e garante a cura”, afirmou.

Além dos desafios clínicos, a hanseníase ainda é marcada pelo estigma, fator que contribui para diagnósticos tardios. Para o especialista, ampliar a informação é essencial. “Informação de qualidade ajuda a desconstruir o preconceito e evita sequelas irreversíveis”, concluiu.

Fonte: Agência Minas
Edição: Geane Nicácio – Multisom Ubaense

 
 
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